Estive sóbrio em análises temporárias para avaliar o que um dia me foi dito, quando der repente, minha mente reluzente se encontrava, afim de querer entender o porque das críticas e elogios, entrei em conflito com meu "eu" interior na esperança desse mistério desvendar, mas der repente uma farpa meio intrusa, veio cegar minha emoção em respirar, mas esse conflito destrinchava em minha espinha, não descia nem subia, ficava intacto na garganta. Enquanto andava, cantando a poesia, sobre o que um dia o tempo me fez escrever, fiquei confuso ao perceber que faltava uma parte, aquela bendita parte que iria fazer todo o sentido de uma história, aquele rei do jogo de xadrez vital. E rapidamente entendi o porque daquela coisa, mas meu ego não queria acreditar, se fez tão forte quanto a escuridão do calabouço, mas tão fraco quanto a solidão em que lá se encontrara. Muito cego andei depressa para não correr o risco, de mais uma vez ver o que eu não acreditaria, como uma criança que não aceitava imposição, me vi ser vencido pelo medo de viver. NÃO! Não queria isso pra mim, corri lentamente atrás de um pensamento, aquele que faltava em minha vida, na intenção de um dia
entender o porque daquela agunia, de não querer aceitar, mas agora estava decidido! Arrombei a porta do medo, achei a chave da porta da imposição, achei o último grão de esperança debaixo do tapete, e foi ele que me encorajou mais ainda na continuidade daquela decisão. Mesmo estando em tamanha turbulência, ao finalmente descobrir o que se encaixava naquilo tudo, achei uma última porta. Uma porta que não tinha nada escrito na frente, estava intacta e tinha em sua superfície o medo, a insegurança, a vergonha, o temor. Se fiquei em tamanha confusão comigo mesmo? Sim. Tentei abrir essa porta, mas não conseguia, tentei arrombar, mas ela era mais forte do que eu e quando eu, caído no chão, já sem esperança alguma, a porta se abriu, e ao vê-la por dentro, um último suspiro de normalidade. Era a porta que sempre me deixará perdido. O que tinha dentro dessa porta era o mesmo caminho ao qual eu havia passado antes, e muito mais confuso do que em qualquer outra vez, consegui entender tudo o que se passava. Nunca houve nada. Nunca!Nunca! Nunca! Tudo o que aconteceu, foi resultado de catástrofes mentais. Eu mesmo criei aquela porta. Se realmente tivesse algo, ela teria algum conteúdo, mas era só uma imagem que eu tinha dela, só apenas uma porta que eu criei,
para disfarçar minhas frustrações, só uma aparência, só uma simples porta que não tinha nada atrás. Agora eu vejo, que a muito tempo, eu podia ter rompido essa barreira, mas não quis, por medo, por insegurança, por vergonha, por temor. Mas agora eu vejo, eu não preciso dela, pois para cada um desses sentimentos, existe uma porta, para podermos quebrá-la quando tivermos forças.Gustavo Freitas Resende
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